Empreender com a Alma

Eu sempre fui uma menina que sentia as coisas muito profundamente, talvez por isso tive depressão muito profunda na infância (além do caos que era o casamento dos meus pais, claro), mas em toda minha infância ouvi que eu deveria chorar menos, sentir menos, e quando morria alguém? Nossa era o fim, e eu sempre fui curiosa, observadora, então percebia pessoas e ações que me faziam sentir a dor do outro, e aquilo meio que se tornava a minha dor também.
Quando decidi empreender, em um período em que o “girl boss” não estava em alta, as pessoas não prestavam muita atenção em mim (não que agora prestem tanta assim), apenas por que eu não tinha meu marido do meu lado ali, aquele negócio era só meu, e aquilo que deixava louca de raiva. Quebrei, cresci, quebrei de novo, cresci um pouco mais e aí eu desisti, nada dava certo e eu que tinha um escritório em Copacabana, me questionava o que eu estava fazendo da minha vida. Fechei tudo, separei dos sócios e decidi viver o sonho de outra pessoa (no caso pensei em empreender com o meu marido na empresa que ele estava idealizando)

Dia 1 da “desistência”

Acordei cedo, fiz meu café e fui conversar com o Universo (você pode chamar de Deus também), falei eu rebelde como sou: “Eu amo o que fazia, mas estou infeliz, se for pra continuar que seja do meu jeito, sem ouvir ninguém, apenas como eu acredito, sentindo, querendo me conectar com as pessoas, me entregando a tudo como eu sempre quis, e dane-se o que os outros pensam, vou SENTIR cada etapa do meu trabalho, só aceito continuar se for assim.” E neste dia, um milagre aconteceu e eu vendi 3x mais que nos últimos 3 meses juntos.
Quase enlouqueci, chorei, que alegria eu estava viva denovo… Assim nasceu a Frigga Marketing com Alma, que nasceu Frigga Comunicação, (troquei o slogan depois de 1 ano), nunca tive tanto prazer em acordar pela manhã, em agradecer, em me lançar na vida como agora. EU ESTOU EMPREENDENDO COMO EU ACREDITO. É permitido sentir, é permitido
ter medo, é permitido chorar, é permitido se permitir. Neste período passei por um processo de coaching com uma mulher extraordinária chamada Aldenir de Moura (Consultoria AXAVE) 2x. Me permiti começar a fazer terapia, com uma psicóloga que foi um achado do Cosmos pra mim chamada Nathália Noronha, não tenho palavras para descrever minha transformação neste 1 ano de Frigga.

 

Aprendizados…

Aprendi que permitir a me ouvir é o que me fará alcançar meus objetivos. Te convido a responder algumas perguntas:

  • Você empreendedora tem se ouvido?
  • O que você sente no seu corpo ao acordar pela manhã?
  • Qual o sentimento quando algum problema do teu negócio acontece?
  • O que você tem procrastinado por medo? Aliás você tem medo de que?

A vida é um eterno “ixi, fiz m.” (leia isso lembrando de um erro bem feio que você já cometeu) misturado com “isso é isso!!!” (leia isso como um grito seguido de um pulinho de comemoração) e está tudo bem. Ninguém é perfeito e aff ser perfeito deve ser um saco, aliás errar é um troço que aprendi a gostar, por que se erro evoluo e se evoluo estou viva. Criei uma máxima interna, 1% melhor todo dia (ainda vou escrever sobre isso), e seguindo e evoluindo. Se você entrou neste blog esperando coisas marketeiras e dicas não se decepcione, vai ter disso aqui, mas como aqui se faz Marketing com Alma, vai ter umas coisas mais pra refletir também. =)
E aí, vamos juntas? Partiu então!

Um beijo
Stefany Helen
Frigga Marketing com Alma